Você sabe o que é taxa de empolamento do solo?

Fala galera, tudo certo?! Bom, no post de hoje resolvi falar um pouco sobre terraplanagem. Percebi que, aqui no EC, nunca havia parado para falar sobre esse assunto. E, tanto na época do técnico, quanto atualmente na faculdade, acredito que esse é um assunto muito interessante. E, para começar, vou explicar um pouco sobre a taxa de empolamento e o porquê a realização de seu cálculo é tão importante para a obra.

Antes de tudo, o que é terraplanagem?

Ninguém é obrigado a saber tudo nessa vida. Então, para aqueles estudantes, que caíram de paraquedas nesse artigo e não sabem o que significa esse termo, aí vai uma explicaçãozinha básica!

Terraplanagem é o conjunto de atividades, que tem por objetivo deixar o terreno escolhido para a realização da obra, nos gabaritos definidos em projeto. Isto é, nessa fase da obra, serão realizadas operações que deixarão o local no nível estabelecido em projeto. Para isso, poderão ser realizados cortes e aterros nesse terreno.

Agora que esse termo foi esclarecido, vamos à taxa de empolamento…

Afinal, o que é Taxa de Empolamento?

Quando nós realizamos um corte em um terreno, escavamos o solo existente naquele local, certo? Pois bem, após essa escavação, aquele solo acaba sofrendo uma alteração no seu volume. Isso porque, há um aumento no seu índice de vazios. Essa porcentagem de variação no seu volume é o que chamamos de Taxa ou Coeficiente de Empolamento.

Para aqueles que amam uma definição Nutella (kkk), de acordo com GARCIA, no livro Topografia aplicada às ciências agrárias de 1984:

Empolamento pode ser definido como o aumento do volume sofrido por um material ao ser removido do seu estado natural. É geralmente expresso como a percentagem do aumento de volume sofrido em relação ao volume original.

Agora, por que é importante saber sobre essa taxa?

Bem, a importância dessa informação está, diretamente, relacionada ao planejamento e orçamento de sua obra. Isso porque, ao escavar um terreno, você tem que saber ao certo, o que vai acontecer com aquele material escavado. Isto é, qual a finalidade que será dada àquele solo: Ele será reaproveitado para algum aterro no local? Ou o mesmo será transportado para fora da obra?

Daí, quando falamos no transporte desse material, temos que possuir um número PRECISO desse volume de solo. Afinal, você não quer contratar mais caçambas do que o necessário, não é mesmo? Ou pior, contratar menos e ter que se virar nos 30 para eliminar o material não carregado.

Vamos a um exemplo?

Primeiramente, temos de ter em mente que a Taxa ou Coeficiente de Empolamento é dada em porcentagem. E que, toda vez que estivermos falando em terra solta (ou seja, o solo escavado), essa sempre terá o volume maior do que o original.

Bom, supondo que realizamos um corte dentro de um terreno. E, nele tenha sido escavado 79m³ de terra, sendo que todo esse material será transportado para fora do local. O terreno é constituído de terra comum, material que possui a taxa de empolamento de 25%. A partir desses dados, quantas caçambas nós precisaremos contratar para retirar esse material da obra? (Contando que, uma caçamba comum tem a capacidade média de 5m³)

Para esse cálculo, aplicaremos a seguinte fórmula:

Sendo:

  • Vs – Volume de terra solta;
  • Vc – Volume de terra medido no corte;
  • E –Taxa ou Coeficiente de Empolamento.

A partir da equação dada e das informações contidas em nosso exemplo…

Ou seja, o volume de terra solta que temos de transportar é de 98,75 m³. Agora, dividindo esse valor pela capacidade de uma caçamba comum, temos:

Então concluímos que, serão necessárias 20 caçambas para transportar esse material. Agora, para você perceber a diferença no cálculo sem o fator de empolamento, se pegarmos o volume medido em corte e dividirmos pela capacidade da caçamba comum:

Teríamos uma diferença de 3 caçambas a menos, se realizássemos o cálculo de forma equivocada!

Cada solo tem sua própria taxa…

Não são todos os solos que possuem a Taxa de Empolamento de 25%. Para cada tipo de material, existe uma taxa diferente. Segue. Abaixo, uma relação dos materiais mais comuns e suas respectivas taxas:

  • Solo arenoso seco – 12%
  • Terra comum – 25%
  • Solo argiloso – 40%
  • Rocha detonada – 50%

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Até a próxima!

Amanda Lima.

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