Impermeabilizantes – Capítulo 2 – Argamassas Poliméricas

Como vimos no capítulo anterior, as ARGAMASSAS POLIMÉRICAS são impermeabilizantes rígidos, ou seja, com pouca ou nenhuma elasticidade. E, portanto, são somente aplicáveis em locais não sujeitos a movimentações, tais como caixas de concreto enterradas, como fundos de poços de elevadores, piscinas, caixas de retenção ou, mesmo, paredes e pisos de box de chuveiros, desde que estes não possuam interfaces entre pilares de concreto armado e alvenarias, regiões estas com movimentação relativa.

Trataremos neste capítulo, justamente, da aplicação de impermeabilização nestas áreas de pisos e paredes de box de chuveiros, locais bastante comuns nas edificações e que costumam originar infiltrações com correção dispendiosa, caso sua impermeabilização não seja executada adequadamente.

Preparação das Superfícies / Pré-requisitos

Parte-se do princípio que, os pisos desta região já estão executados em argamassa mista de cimento e areia, com caimento adequado ao ralo, e as paredes em argamassa mista de cimento, cal hidratada e areia, devidamente curadas por pelo menos 3 dias.

Estas superfícies devem estar isentas de pó, materiais soltos ou contaminações como óleos, graxas, bolores ou musgos, que possam prejudicar a aderência do produto.

Também se considera que, a tubulação de esgoto de 100 mm para o ralo esteja adequadamente chumbada na laje de concreto armado e cortada rente ao piso (na imagem, a tubulação ainda não está cortada). E além disso, de que existe uma base para bit box, executada em graute ou concreto armado, devidamente fixada na laje e embutida nas alvenarias, conforme imagem 4 abaixo.

Nesta imagem 4, ilustrativa para o ralo e o box somente, as paredes e pisos AINDA NÃO ESTÃO REGULARIZADOS.

Aplicação do Impermeabilizante

Utilizaremos, inicialmente, a argamassa polimérica propriamente dita, ou seja, revestimento à base de cimentos especiais, aditivos minerais e polímeros, conhecido no mercado como Viaplus 1.000 (Viapol), Sika Top 100 ou Tec Top Quartzolit, entre outros.

Estes produtos, normalmente, são bi-componentes e fornecidos em caixas de 18 kg.

O preparo dos produtos deve seguir, rigorosamente, as recomendações do fabricante, principalmente na mistura de produtos bi-componentes.

A aplicação deve ser feita com brocha ou trincha em 2 ou 3 demãos cruzadas (garantindo um consumo mínimo de 3 kg / m²), com intervalo mínimo de 4 a 6 horas entre as demãos, tanto em pisos quanto em paredes, sendo nestas, quando em box de chuveiros, recomendavelmente, até a altura dos registros (normalmente h=1,20m).

As bases para box, também, devem ter impermeabilizantes aplicados em suas faces internas e superior.

Como as interfaces entre pisos e paredes, bases de box e pisos/paredes e ralos e pisos envolvem materiais diferentes, precisamos reforçar estas áreas.

Este reforço pode ser feito de 2 maneiras:

  1. aplicação de tela de poliéster na própria argamassa polimérica ou
  2. aplicação de impermeabilizante à base de resinas termoplásticas e cimentos aditivados, com incorporação de fibras sintéticas de polipropileno, tais como o Viaplus 7.000 da Viapol ou Denvetec 540.

Estes reforços devem ser feitos, no mínimo, em 10cm no piso e subindo 10cm nas paredes, penetrando nos ralos (conforme imagem 5, abaixo) e sendo aplicados nas bases de box.

Fonte: www.ceosolucoesparaconstrucao.blogspot.com

Devem aplicados, no mínimo, 6 horas após a última demão de argamassa polimérica e com consumo mínimo de 1,5 kg/m².

São produtos também bi-componentes, cujo preparo deve seguir as recomendações do fabricante e são fornecidos em caixas de 18 kg.

Fonte: www.lojadoimpermeabilizador.com.br

Observação:

Para impermeabilização de fundos de poços de elevadores ou tetos de caixas d´água e cisternas, é recomendável utilizarmos ARGAMASSAS POLIMÉRICAS SEMI FLEXÍVEIS, tais como, Viaplus 5000, MCSet 5000, Denvertec 100 ou similar.

Engenheiro Civil Gustavo Fecci

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