Vamos falar sobre fibras no concreto? – Parte I

Fala galera, tudo certo?! Bom, hoje inicio uma série de artigos sobre um assunto, que chamou muito a minha atenção um tempo atrás. Como o próprio título já diz, nos próximos 4 posts vou falar sobre o uso de fibras no concreto. Esse tema veio até mim, após encontrar um catálogo que falava sobre tal tipo de produto. Depois disso, resolvi fazer minhas pesquisas e descobri certa divisão de opiniões sobre esse assunto. Então, achei interessante trazê-lo aqui para o EC!

Para começar, vamos ver o que é esse material e alguns dos tipos mais comuns, encontrados no mercado. Então, se esse assunto interessa a você, rola a tela para baixo e continue conferindo esse artigo…

Mas, que raios são essas fibras e o que elas têm a ver com o concreto?

Para começo de conversa, essas fibras são elementos finos, esguios e descontínuos. Elas podem ser constituídas de diversos tipos de materiais, dependendo de sua finalidade.

No concreto, reza a lenda que elas são adicionadas em sua dosagem, para melhorar algumas de suas propriedades. Dentre essas propriedades, as fabricantes desse tipo de material prometem tal melhora com relação ao comportamento do concreto à fissuração e à resistência residual.

Conforme as minhas pesquisas, o uso das fibras adequadas possibilita os seguintes benefícios significativos às características do concreto:

  • Menor fissuração por causa da retração por secagem;
  • Melhor coesão ao concreto, em seu estado fresco;
  • Maior resistência à flexão e ao cisalhamento;
  • Aumento em sua capacidade de carga e ductilidade;
  • Aumento em sua resistência à abrasão;
  • Proteção contra intervalos de congelamento e descongelamento;
  • Aumento da resistência ao fogo.

Cada fibra é uma fibra

Existem diferentes tipos de fibras, para diferentes tipos de utilização. Afinal, cada material possui suas próprias propriedades e podem contribuir, de forma diferente, com o desempenho do concreto.

Macrofibras sintéticas: Esse tipo de material possui menor módulo de elasticidade, se comparado à fibra de aço (entre 5 e 15 GPa). Elas não conseguem suportar cargas muito elevadas. Entretanto, são muitíssimo eficazes nas etapas iniciais de endurecimento, diminuindo a dimensão das fissuras que se desenvolvem no concreto. Além disso, são resistentes à corrosão e proporcionam ao concreto maior ductilidade.

Microfibras sintéticas: Elas possuem o módulo de elasticidade ainda menor, do que o tipo citado anteriormente (entre 3 e 5 GPa). Seu uso se aplica, principalmente, para a diminuição das fissuras de retração por secagem e para a melhora da resistência ao fogo, por causa de seu baixo ponto de fusão (160°C). Sendo assim, elas não são corrosivas.

Fibras de Aço: Esse material tem um alto módulo de elasticidade (cerca de 200 GPa) e uma elevada resistência à tração (2500 MPa). Dessa forma, elas podem aumentar a resistência à fadiga e ao impacto do concreto, porém não detém a retração inicial. São usadas para reforçar o concreto, substituindo as armaduras tradicionais em aplicações, como: Revestimentos de túneis com concreto projetado e em anéis segmentados; Pisos e pavimentos industriais;

Elementos pré-fabricados como placas, refratários, tubos de concreto etc.

Concluindo…

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Até a próxima!

Amanda Lima.

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