Vamos falar de sondagem: Sondagem a Trado

Fala galera, tudo certo?! Bom, no nosso último post sobre sondagens, falaremos sobre Sondagem a trado. Sim, escolhemos a sondagem mais “simples” para terminar essa série de artigos. Se você não leu as postagens anteriores sobre o assunto, sugiro que clique aqui e dê uma conferida!

Agora, vamos ao que interessa?!

Para começo de conversa…

Sondagem a trado é um método de investigação do solo, que consiste em uma perfuração manual, na maioria das vezes com diâmetro pequeno e profundidade rasa, usada para coletar amostras, voltadas a ensaios de caracterização laboratoriais, do solo. Além disso, também pode ser utilizada para realizar a identificação do nível d’água.

Esse tipo de sondagem pode ser realizado em solos de baixa e média resistência, sendo que a coleta de amostras ocorre por horizonte, ou a cada metro, conforme a solicitação do cliente. Quando é feito o uso de trado manual, é possível de atingir profundidades de até 6 metros, em solo com pouca consistência. Entretanto, também existem os trados mecânicos e esses atingem profundidades superiores a 30 metros.

O objetivo dessa sondagem é a análise das camadas do local de escavação (perfil estratigráfico), em seu estado natural. Entretanto, com ela NÃO é possível de se obter índices de resistência, como ocorre com a famosa Sondagem a Percussão (SPT).

Ela é usada, geralmente, para estudar áreas de empréstimo de solo, subleitos de rodovias e avaliação de jazidas de argila, talco e outros minerais de baixa dureza.

 

Equipamento:

O trado é um instrumento de coleta do solo, constituído por uma concha metálica dupla ou helicoidal (espiral), que vai perfurando o solo, enquanto armazena o material perfurado. Tal instrumento é acionado através de hastes de aço rosqueáveis e possui, em seu topo, uma cruzeta para a aplicação do torque. Usualmente, o diâmetro do trado tem entre 2” e 3” (5 cm e 7,6 cm).

Segundo a NBR 9603 – Sondagem a Trado (1986), os equipamentos necessários para a realização dessa sondagem são:

  • Trado cavadeira, com diâmetro mínimo de 63,5 mm;
  • Trado helicoidal, com diâmetro mínimo de 63,5 mm;
  • Cruzetas, hastes e luvas de aço, com diâmetro mínimo de 25 mm;
  • Chaves de grifo;
  • Medidor de nível d’água;
  • Metro ou trena;
  • Recipientes para amostras;
  • Parafina ou fita colante;
  • Saco plástico e de lona;
  • Etiqueta para identificação;
  • Ponteira constituída de bisel com 63 mm, largura e comprimento mínimo de 200 mm.

Como é executada essa sondagem?

Ela deve ser iniciada com cavadeira para abrir o furo. Em caso de solos muito compactos ou duros, deve-se utilizar uma ponteira. A cavadeira deve ser usada até o avanço do solo se tornar difícil. A partir daí, troca-se a cavadeira pelo trado helicoidal.

As profundidades dos furos devem ser controladas através da diferença, entre o comprimento total das hastes com o trado e a sobra das mesmas com relação a boca dos furos, com precisão de 10mm.

Quando for difícil avançar com o trado solo adentro, deve-se verificar se o material ali existente se trata de cascalho, matacão ou rocha. No caso de cascalhos, deve-se tentar a penetração com a ponteira no solo.

Essa sondagem é realizada com o solo seco. Entretanto, no caso de solos com material duro, solo coesivo seco ou areia sem coesão, pode-se realizar a adição de pequenas quantidades de águas, para auxiliar na perfuração e coleta de amostras. Mas, a cada adição de água no solo, será necessário tomar nota dessa informação para os resultados finais…

Quanto às amostras…

As mesmas devem ser agrupadas em montes dispostos, conforme sua profundidade a cada metro de perfuração. Quando houver mudança de material no decorrer do metro perfurado, cada material distinto deve ser agrupado separadamente, com a informação do inicio e término da sua profundidade. Elas devem ser mantidas com sua umidade natural, acondicionadas em recipientes de amostragem e suas etiquetas interna e externa precisam conter as seguintes informações:

  • Nome da obra;
  • Nome do local;
  • Número do furo;
  • Intervalo da profundidade da amostra;
  • Data da coleta;
  • Número da amostra.

Com relação ao nível d’água, devem-se observar as condições de umidade do solo. Isso porque, elas podem ser o indicativo da proximidade do furo com o NA. Caso ele seja atingido, é preciso que a perfuração seja paralisada. Então é anotada a profundidade em que ele apareceu e passa-se a observar o avanço do NA no furo, anotando as informações a cada 5 minutos, durante meia hora. Após 24 horas da conclusão do furo, deve-se realizar uma nova anotação sobre o NA.

Deve-se paralisar a sondagem a trado nos seguintes casos:

  • Quando se atinge a profundidade especificada na programação dos serviços;
  • Quando acontecem desmoronamentos excessivos nas paredes do furo;
  • Quando o avanço com o equipamento for inferior a 50 mm em 10 minutos de perfuração contínua.

Se não for interessante à obra que o furo permaneça aberto, é necessário que o mesmo seja fechado, depois da conclusão da sondagem. O local deve ser identificado com uma estaca cravada.

Vantagens da sondagem a trado:

  • Preço e agilidade;
  • Quantidade em volume das amostras coletadas, que é o suficiente para a realização de ensaios de caracterização e compactação;
  • A mão de obra não precisa de especialização para a utilização do equipamento.

Com nem tudo são flores, também há as desvantagens que são:

  • Esse tipo de sondagem não pode ser usado como base para a realização de projetos de fundação;
  • Não é possível obter o índice de resistência do solo (SPT);
  • A amostra coletada não permanece com sua estrutura preservada,

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Até a próxima!

Amanda Lima.

 

 

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