Teatro Fantasma: Afinal, o que aconteceu com o Teatro Municipal de São Vicente?

Fala galera, tudo certo? Bom, hoje o artigo será um desabafo sobre uma obra que, infelizmente, não foi completamente concretizada. Temos a estrutura, temos a alvenaria… Entretanto, tudo isso virou foco de doenças, devido ao abandono, colocando a população moradora das redondezas em risco. Estou falando do Teatro Municipal de São Vicente. Sim, uma obra fantasma, que saiu do papel, mas até hoje não foi finalizada…

Fonte: Diário do Litoral

Daqui a pouco completa uma década…

A obra do Teatro Municipal de São Vicente teve início em agosto de 2009 (eu ainda nem tinha saído do ensino médio kkk) e, desde então, já teve diversas datas de previsão de entrega nunca alcançadas. Lembro muito bem, da época em que estagiei na Secretaria da Habitação de São Vicente (SEHAB) e, acompanhando as obras de um conjunto habitacional construído atrás do Centro de Convenções, passava por ali todos os dias. Isso ocorrera no primeiro semestre de 2010. Naquela época, se não me falha a memória, a obra estava na fase da construção da superestrutura.

Para essa obra foram desembolsados que 5 milhões de reais, liberados pelo Departamento de Apoio e Desenvolvimento às Estâncias (Dade). As empresas contratadas para a realização dos serviços foram: a Companhia de Desenvolvimento de São Vicente (Codesavi) e a Termaq. Segundo todas as fontes consultadas para escrever esse post, todo o valor já fora repassado para as mesmas. Porém, a obra concluída que é bom… NADA.

Como era para ser o teatro…

O teatro deveria ter 1.634,27 m² de área construída, sendo 292,37 m² reservados para o palco, além de 497 lugares para plateia, área de apoio, dois camarins, sanitários e depósitos de materiais.

No piso térreo, deveria ter um FOYER(local destinado para o público aguardar o início das apresentações), contendo uma cafeteria e uma bomboniere, além dos jardins internos, setor administrativo, bilheteria e sanitários com acessibilidade.

O piso superior conteria 3 camarins, copa, sala de tradução simultânea e sala para operadores de som e luz. Além disso, teria também um piso técnico, acessado por escadas caracol e passarelas em treliça metálica.

Do lado de fora, o teatro contaria com um estacionamento possuindo 121 vagas para automóveis e motos. Além disso, a estrutura também poderia contar com as vagas existentes no Centro de Convenções nos dias de espetáculos.

Na teoria, esse equipamento público seria fantástico para a vida da população vicentina. Mas, é uma pena só podemos visualizar tal descrição em nossas mentes.

Mas o que aconteceu nesses anos todos?

A primeira data de previsão de entrega era no final de 2011. Entretanto, esse prazo foi adiado para 2103, depois 2014, 2015 e não fora concluído até hoje. Até 2012, a empresa responsável tinha concluído, praticamente, a primeira fase da obra (construção da parte estrutural). A partir daí que a coisa começou a desandar.

A segunda parte da obra, constituída da instalação da parte cenográfica, elétrica, sistema de ar condicionados, acabamento do palco, poltronas, sistema de iluminação e acabamento acústico, nunca teve finalização. Segundo a Termaq, para que a mesma pudesse terminar sua parte da obra, outras duas empresas precisavam realizar os serviços que não eram de sua competência: a instalação do sistema de ar-condicionado e a parte de cenografia.

E, de mãos dadas a esse motivo, tal empresa empurrou a situação com a barriga, recebeu 100% do valor da obra e a entrega que era o mais importante…

Os vereadores de São Vicente até se uniram em uma comissão, para investigar essa e outras obras paralisadas na cidade. A mesma tinha como Presidente, até o ano passado, o ex-vereador Júnior Bozzella. As últimas notícias que se tem da situação são de novembro de 2016, nas quais essa comissão se uniu para cobrar explicações e apurar o que aconteceu, de fato todo esse tempo.

Concluímos com tudo isso…

Infelizmente, eu não trouxe nenhuma informação sobre o sistema construtivo adotado nessa obra, porque não encontrei essa informação em local algum. As únicas notícias que são mostradas, sobre tal obra, são os atrasos, em seus diversos prazos de entrega, e as intermináveis desculpas para tal fato. Como disse anteriormente, essa obra fantasma, em particular, mexe muito comigo. Primeiro porque eu pude acompanhar parte dela e, é uma pena ver tanto material e esforço sendo desvalorizado dessa forma. E, além disso, porque tive a falsa esperança, assim como muitos outros vicentinos, de que não precisaria mais ir até uma cidade vizinha para ver um espetáculo teatral (sim galera, eu gosto de teatro, julgue-me kkkk).

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Até a próxima!

Amanda Lima.

1 Comentário

  1. Amigo, é necessário incluir no texto os nomes dos prefeitos desde 2009 para que todos saibam quem e quais partidos são responsáveis por isto.


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