Querido Monstrinho RM: Carga Pontual e Distribuída? Momento Fletor e Esforço Cortante?

Fala galera, tudo certo?! Bom, no post de hoje, vou falar um pouco sobre alguns termos, que ouvimos na matéria de Resistência dos Materiais e muitas vezes nos geram dúvidas. Se você caiu de paraquedas nesse post, sugiro que clique aqui e leia o artigo anterior, em que falamos dos tipos de Apoios nas estruturas.

Para começo de conversa…

Bom, quando começamos a estudar nosso querido Monstrinho RM, encontramos alguns nomes novos. E, quando esses são mal explicados, geram uma baita dor de cabeça ao coitado do aluno. Então, em poucas palavras vou tentar explicar o meu entendimento sobre esses termos e, espero do fundo do coração, que isso ajude você, caro leitor! Afinal, esse é o objetivo do EC!

Cargas

Carga Distribuída

É a carga que atua sobre uma peça ao longo de seu comprimento. Ela é determinada pela soma do peso do próprio material com todos os elementos que estão atuando ao longo da peça. Há situações em que essa carga é distribuída linearmente uniforme, linearmente variável ou por área.

Ela é distribuída linearmente quando sua distribuição é feita em uma área de atuação estreita, formando uma espécie de “Corredor” de carga. Daí, quando essa carga é igualmente distribuída em todos os pontos, ou seja, a mesma intensidade é sentida do começo até o final da peça, dizemos que ela é UNIFORME. Já, quando essa intensidade varia de um ponto ao outro nesse “corredor”, dizemos que a mesma é VARIÁVEL.

Já a carga é distribuída por área, como o próprio nome diz, trata-se do carregamento sendo espalhado em uma área de contato considerável, ao contrário da linear (em que a área é estreita).

Quando vamos realizar a análise dos carregamentos distribuídos, torna-se necessário encontrar uma força resultante equivalente dos mesmos.

No caso do carregamento distribuído linearmente uniforme, multiplica-se o valor da carga pelo comprimento da peça. A aplicação dessa força será feita na metade do comprimento de atuação (centroide da carga).

Já no caso de carregamentos distribuídos linearmente variáveis, podem ser esses triangulares ou trapezoidais.

No caso de triangulares, encontra-se a força resultante equivalente tirando a área dessa forma geométrica e se aplica a mesma a um terço da base, tendo como referência o ângulo reto.

No caso de trapezoidal, divide-se a carga distribuída em duas áreas, uma triangular e outra retangular. Então a partir delas, calcula-se a força equivalente e encontra-se a centroide, conforme foi explicado anteriormente para os casos de variável triangular e uniforme.

Carga Concentrada ou Pontual

Já essa é a carga que atua sobre uma área tão pequena da peça, que ela acaba sendo considerada apenas como um ponto específico. Ela é representada por uma única seta ou vetor. A mesma pode possuir sentidos e direções diferentes, de acordo com a orientação do carregamento.

Momento Fletor e Esforço Cortante

Ambos são esforços solicitantes de uma peça estrutural, como uma viga, por exemplo.

O Momento Fletor é o esforço que tende a provocar uma curvatura na peça. Quando se aplica uma carga sobre uma viga, ao longo de sua extensão, ela causa uma “rotação” na peça, flexionando o corpo para cima ou para baixo, dependendo da situação. Essa flexão gera esforços de tração nas fibras externas do corpo e compressão em suas fibras internas.O Momento Fletor é “sentido” com mais intensidade na peça onde se localiza o centroide da carga. E esse vai suavizando, conforme se afasta desse centroide.

Já o Esforço Cortante é o esforço que tende a gerar o cisalhamento da peça (corte). Esse esforço tem o seu valor máximo nos pontos em que não há curvatura na peça (Momento Fletor igual a 0). E, seu valor mínimo (0) se localiza onde a flexão da mesma atinge o valor máximo.

Concluindo…

Bom galera, por hoje é isso aí! Não quis me aprofundar na parte matemática desse assunto. Pois o intuito dessa série é simplificar a parte teórica do nosso Monstrinho RM!

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Até a próxima!

Amanda Lima.

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