Plataforma BIM: E o Brasil, como fica?!

Fala galera, tudo certo?! Hoje, no nosso último post sobre a Plataforma BIM, vamos falar como o Brasil se apresenta, no que diz respeito à implantação dessa metodologia. Caso você não tenha lido nossos outros artigos dessa série, sugiro que clique aqui, antes de prosseguir com essa leitura! Agora, se você já está familiarizado com os artigos anteriores, role essa tela para baixo e… Boa leitura!

Plataforma BIM e o Brasil hoje…

No Brasil, a Plataforma BIM e toda a questão da colaboração dentro da gestão de projetos é objeto de estudo desde a década de 1970. Entretanto, nosso governo só começou a dar ouvidos para os seus benefícios a pouco tempo. Enquanto que, em países como os EUA, por exemplo, tal plataforma já é exigida na elaboração e gerenciamento de projetos desde meados de 2005, por aqui o governo federal passou a instituir projetos de lei, para que isso ocorra, apenas em 2016.

O primeiro Projeto de Lei elaborado por aqui, foi o PL 6619 de 2016, realizado pelo então Deputado Federal Júlio Lopes, no qual, de modo geral, falava sobre a exigência do uso da Plataforma BIM para a elaboração de projetos em obras do setor público. No ano seguinte, foi decretado em 5 de junho, o Comitê Estratégico de Implementação do Building Information Modelling – CE-BIM, no qual tinha como objetivo, propor a Estratégia Nacional de Disseminação BIM. E, em 2018, foi então elaborado e instituído o Decreto nº 9377, que estabeleceu a Estratégia Nacional de Disseminação BIM, na qual tem como objetivo preparar nosso país para o uso e difusão da plataforma, tanto  a nível público, quanto privado.

Os objetivos específicos do Decreto nº 9377

De acordo com o último decreto lançado pelo governo federal, seus objetivos específicos são:

I – Difundir o BIM e seus benefícios;

II – Coordenar a estruturação do setor público para a adoção do BIM;

III – Criar condições favoráveis para o investimento, público e privado, em BIM;

IV – Estimular a capacitação em BIM;

V – Propor atos normativos que estabeleçam parâmetros para as compras e as contratações públicas com uso do BIM;

VI – Desenvolver normas técnicas, guias e protocolos específicos para adoção do BIM;

VII – Desenvolver a Plataforma e a Biblioteca Nacional BIM;

VIII – Estimular o desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias relacionadas ao BIM; e

IX – Incentivar a concorrência no mercado por meio de padrões neutros de interoperabilidade BIM.

Em resumo, a ideia conforme podemos ver nos objetivos retirados do decreto, é a preparação do território para a troca do sistema que usamos hoje para projetar, pela plataforma BIM. Fazendo uma comparação bem chula, é como a troca da prancheta pelo uso de softwares CAD 2D. Entretanto, não é apenas a mudança de uso de tecnologia, mas sim uma troca de filosofia de gestão de projeto.

BIM e suas 3 fases

Como eu falei no artigo passado, não dá para implantar de uma hora para a outra, uma nova forma de gerenciar projetos de maneira eficiente. Para isso, há a necessidade de dividir em fases ou estágios, tal implantação. Conforme nosso governo, a Plataforma BIM será implantada por aqui em 3 fases. No post passado, eu citei que o Brasil se encontrava na fase zero. Pois bem, disse isso porque, de acordo com o governo, o Brasil deverá entrar na fase 1 em 2021.

Fase 1: Nessa primeira fase, que será iniciada em 2021, os projetos executivos, para a construção de novas edificações e reformas de locais existentes, deverão ser entregues em formato de modelos virtuais integrados. Tanto os projetos arquitetônicos, quanto outras especialidades, como estruturais e instalações prediais, serão integrados em um mesmo modelo.

Fase 2: Já na segunda fase, que deverá ter início em 2024, além dos projetos, outros documentos relacionados à parte do planejamento da obra, como orçamentos e cronogramas, deverão estar inclusos dentro dos modelos virtuais integrados. Nessa fase, os As-builts serão elaborados conforme os novos modelos digitais.

Fase 3: Nessa terceira e última fase, que terá seu começo em 2028, espera-se que os modelos virtuais integrados obtenham as informações necessárias para todo o ciclo de vida da obra e, também, para a operação e manutenção das edificações depois de acabadas. Isto é, em 2028, o objetivo do nosso governo é que o Brasil esteja na fase de Entrega de Projeto Integrado, em que a Plataforma BIM é explorada em todo o seu potencial.

O grande X da questão por aqui é saber se teremos a capacidade de alcançar tais objetivos. Isso porque, o caminho é grande e o prazo, apertado (apenas 9 anos, quando esse texto foi escrito). Afinal, como falei em alguns parágrafos acima, não é só mudar o uso de um software, mas será necessário mexer na maneira como gerimos nossos projetos, para algo totalmente novo. E, no final, essa mudança de comportamento que será o grande desafio.

Concluindo…

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Até a próxima!

Amanda Lima.

 

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