Plataforma BIM: Cooperação VS. Colaboração em gestão de projetos

Fala galera, tudo certo?! Bom, iniciamos hoje nosso ano de 2019 aqui no EC. E, para começar o ano com o pé direito, resolvi trazer aqui para o blog um tema do qual tive de me familiarizar em 2018: A Plataforma BIM. Isso porque, primeiramente, esse está sendo o tema central do meu Trabalho de Conclusão de Curso (o tão temido TCC, para os mais íntimos) e, além disso, pelo fato de se tratar do futuro da nossa amada Construção Civil.

Entretanto, não posso começar a falar sobre a Plataforma BIM, sem antes explicar a diferença entre COOPERAÇÃO e COLABORAÇÃO na elaboração e gestão de projetos. Então, se o assunto lhe agrada, rola a tela para baixo e continue comigo nesse artigo!

Cooperação e o projeto

Temos a seguinte situação: Dois escritórios de projetos atuando em especialidades diferentes, um trabalha com a concepção arquitetônica e o outro com as instalações prediais. Pois bem, ambos unem suas produções e oferecem para o mercado um “pacote” de seus serviços. E, eles até trocam uma informação ou outra entre si. Mas, cada um prossegue na sua, elaborando a sua especialidade dentro do projeto, sendo que essas serão reunidas apenas no momento de entregar o projeto. Isso é o que podemos chamar de cooperação dentro da elaboração e gestão de projetos.

O modelo cooperativo é o que seguimos atualmente no Brasil. Como exemplifiquei acima, dentro desse modelo os projetos são, basicamente, concebidos de forma separada. Os projetistas de diferentes especialidades trocam “figurinhas”, quando estão realizando suas partes dentro do projeto. Entretanto, cada parte do projeto é feita isoladamente, sem a consideração dos seus impactos nas outras especialidades. Essa compatibilização é vista, muitas vezes, apenas no momento da entrega dos resultados. E é aí que o bicho pega! Isso porque, caso seja visto, por exemplo, que dentro de um projeto em sua entrega final, parte da estrutura entra em conflito com as instalações hidro sanitárias, uma das duas especialidades (ou ambas) deverão passar por revisões, que gerará retrabalho e perda de produtividade… E, na área de projetos, tempo é dinheiro!

Em um excelente trabalho sobre Gestão de Projetos, Silvio Melhado falou sobre a forma sequencial seguida pela elaboração de projetos no Brasil. No gráfico abaixo, retirado desse trabalho, podemos ver como acontece o desenvolvimento das distintas especialidades dentro de um mesmo projeto:

Fonte: MELHADO, Silvio et al. Estudo do fluxo de projetos: cooperação sequencial x colaboração simultânea. Simpósio Brasileiro de Gestão da Qualidade e Organização do Trabalho, Recife, 1999, p.03.

Veja no gráfico que, a parte arquitetônica do projeto começa a ser elaborada muito antes das outras e, ela é a “bússola” para as outras especialidades de projeto. Sendo assim, caso no momento do desenvolvimento dos projetos estruturais e de instalações houver a necessidade de mudança na parte arquitetônica, o seu nível de amadurecimento estará muito elevado, comparado com as demais. Isso pode implicar em retrabalhos gigantescos e, na pior situação, no descarte da solução arquitetônica proposta (caso o “conserto” seja inviável).

Esse tipo de situação não ocorre quando temos um sistema colaborativo na elaboração e gestão de projetos. E, o que é isso? Vejamos a seguir…

Colaboração e o projeto.

Lembra dos dois escritórios que usamos como exemplo no início desse artigo? Então, agora imagine que eles trabalhem simultaneamente, no desenvolvimento de seus serviços. Não se trata de uma união de suas produções. Agora ambas as especialidades de projeto oferecidas (arquitetônica e de instalações) serão desenvolvidas de forma simultânea, onde a troca de dados será constante. E, ambas as partes do projeto serão realizados com o mesmo patamar hierárquico.

Dentro da colaboração, a somatória dos esforços ao longo da elaboração do projeto é o mais importante e não o resultado entregue por cada parte. Todas as especialidades de projeto são tratadas de forma igualitária, sem pesar se uma é mais importante do que a outra. A compatibilização de todas as partes do projeto é realizada CONFORME TODAS AS ESPECIALIDADES são projetadas. Isso evita os retrabalhos, uma vez que, todas as especialidades amadurecem juntas e sua troca de informações ocorre em tempo real. Caso haja algum problema, como uma inconformidade entre arquitetura e estrutura, o mesmo é descoberto e sanado na especialidade que menos causará impactos ao projeto, sem gerar transtornos, uma vez que, ambas estarão no mesmo grau de amadurecimento.

A forma colaborativa de gestão de projetos é a base usada para o desenvolvimento da Plataforma BIM. Tal método é usado em vários locais pelo mundo há alguns anos, como Reino Unido, EUA, Holanda, Noruega, França etc. Aqui no Brasil, estamos engatinhando para o uso dessa incrível metodologia. Mas, ainda há um enorme caminho pela frente. E, nas próximas semanas, vamos nos aprofundar nesse tema por aqui!

Concluindo…

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Até a próxima!

Amanda Lima.

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