No laboratório: Determinação da consistência pelo abatimento do tronco do cone (NBRNM67)

Fala galera, tudo bem?! No post de hoje, vamos dar seguimento na nossa série sobre os ensaios realizados nos laboratórios da construção civil. E o escolhido da vez é o famoso Slump test, ou como dita a nossa querida NBMNM67, o ensaio para determinação da consistência pelo abatimento do tronco do cone. Mas, antes de tudo, vamos entender o porquê esse ensaio é tão importante?!

Por que realizar o Slump test?

A consistência do concreto está diretamente ligada com as características inerentes do próprio material, com a mobilidade da massa e a coesão entre seus componentes. Quando mudamos o grau de umidade que define a consistência do concreto, também modificamos suas características de plasticidade, permitindo mais ou menos deformação do mesmo, mediante aos esforços.

Essa característica é um dos principais fatores que influenciam na trabalhabilidade do concreto. Além dela, outros fatores que também influenciam na trabalhabilidade são: as características da obra e os métodos adotados para o transporte, lançamento e adensamento do material.

A trabalhabilidade do concreto é um aspecto do material recém-misturado, que influencia na facilidade e homogeneidade, com a qual o material deve ser usado. Através do ensaio, no qual estamos falando nesse artigo, é possível verificar a trabalhabilidade do concreto em seu estado plástico, medindo sua consistência e avaliando se o mesmo é adequado para o uso ao qual fora destinado.

Agora que entendemos um pouco sobre consistência e trabalhabilidade, vamos ao ensaio!

Equipamentos a utilizar no ensaio.

Nesse ensaio, serão utilizados os seguintes equipamentos:

  • Molde metálico tronco-cônico (altura de 300 mm, diâmetro superior de 100 mm, diâmetro inferior de 200 mm);
  • Complemento tronco-cônico de enchimento;
  • Haste de socamento;
  • Placa metálica de base 500 x 500 x 3 mm;
  • Régua metálica graduada de 300 mm;
  • Concha metálica;

Material para o ensaio: As amostras de concreto fresco.

O Ensaio…

A amostra deve ser coletada de acordo com o item 3.3.1. da norma NBRNM33:

3.3.1 A coleta de amostras deve ser realizada durante a operação de descarga, após a retirada dos primeiros 15% e antes de completar a descarga de 85% do volume total da betonada, devendo ser realizada em dois ou mais períodos regularmente espaçados e dentro do limite de tempo indicado em 3.1.3.

Observação: O tempo indicado no item 3.1.3. da norma deve ser inferior a 15 minutos.

Bom, coletada a amostra, vamos ao equipamento… É necessário que se limpe e umedeça a parte interna do molde a ser usado. Umedeça, também, a placa de base. Então, posicione o molde sobre a placa de base, com sua abertura de menor diâmetro para cima. Além disso, ponha o complemento tronco-cônico na parte de cima do molde.

Com o equipamento posicionado, ponha os pés sobre o molde, prendendo-o à placa de base, conforme a imagem abaixo:

Daí, o cone deve ser preenchido com três camadas, volumetricamente iguais, sendo que na última, deve-se vazar o topo retirando o excesso de concreto. Cada camada deve ser socada com a haste por 25 golpes, uniformemente distribuídos.

O complemento tronco-cônico deve ser retirado do molde, rasando a superfície, fazendo movimentos rolantes com a própria haste de socamento. O concreto que ficar na placa de base deve ser tirado da mesma.

Após isso, o molde deve ser levantado, cuidadosamente, com velocidade constante e uniforme, dentro do tempo de 5 a 10 segundos.

O molde, então, deve ser colocado ao lado da amostra. E, a haste de socamento deve ser apoiada sobre ele, em direção à amostra. A distância entre a amostra e a haste deve ser medida, conforme a figura retirada da própria NBRNM67:

O ensaio deve ser realizado sem interrupções, num período de tempo que não deve ultrapassar 2 minutos e meio. Ainda, o tempo total, entre a coleta da amostra e a desmolde da mesma, não deve ultrapassar os 5 minutos.

Para uma melhor ilustração, veja a imagem abaixo, que ilustra bem a sequência desse ensaio:

E os resultados?

O abatimento do tronco de cone deve ser determinado com a aproximação de 5 mm e os resultados, expressos em milímetros. De acordo com a tabela abaixo, a tolerância de abatimento deve ser a seguinte:

 

Para quem tiver a curiosidade de ler, deixaremos aqui o link para download das duas normas citadas nesse artigo: a NBRNM67 e a NBRNM33, fechou?!

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Até a próxima!

Amanda Lima.

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