Minhas queridas aulas de fundações: Sapata de divisa alavancada

Fala galera, tudo certo?! Hoje, vamos falar sobre o último modelo de sapata que eu quero abordar nessa série, que como o título já denuncia, é a sapata de divisa alavancada. Então, se você quer aprender como fazemos os cálculos para esse tipo de fundação, rola a tela para baixo e continue lendo esse artigo!

Por onde começamos?

Bom, esse é um tipo de sapata do qual nós resolvemos o problema a base de tentativas. Isso porque, há uma grande quantidade de números para encontrarmos e poucas informações para resolve-los. Primeiramente, calculamos a área da sapata, com um valor genérico para a carga aplicada pelo pilar em questão. De acordo com a apostila, que utilizei em minhas aulas e para consulta nesse artigo, o acréscimo aplicado ao valor de P1 é igual a 20%. Logo:

 

Conforme a mesma apostila que consultei, é recomendado que utilizemos a seguinte relação entre a geometria da sapata de divisa:

A1 = 1,5 x B1

Sendo assim:

Com o valor de B1, temos condições de calcular a excentricidade (e) entre nossa sapata de divisa e seu pilar correspondente. Por se tratar de uma sapata de divisa, sabemos que, seu centro de gravidade não será coincidente com o centro de gravidade do pilar, gerando o que chamamos de EXCENTRICIDADE. Bom, agora, temos condições de descobrir o valor dela, fazendo o seguinte cálculo:

Esses 0,025m correspondem à distância respeitada entre o início da nossa sapata e o muro de divisa do nosso vizinho.

Com o valor da excentricidade (e), o vão entre o centro de gravidade dos dois pilares (l) e a carga do pilar (P1), podemos calcular o valor para a reação da sapata (R’’1):

Com o valor de R”1 em mãos, comparamos com R’1, calculado lá em cima. Caso eles sejam iguais ou tenham uma diferença de ±10%, podemos seguir com o nosso cálculo. Do contrário, teremos que começar lá do cálculo de R’1, novamente.

Continuando… Para calcularmos a área da nossa sapata de divisa, fazemos a seguinte consideração:

R”1 = R1

Como já calculamos lá em cima o valor de B1, agora, resta apenas obtermos os valores da área (com o novo valor de R1) e de A1:

Bom, nosso cálculo não acaba por aí. Isso porque, na maior parte das vezes, a sapata de divisa é alavancada a uma sapata interna. E, essa ligação acaba gerando um alívio de carga a essa estrutura interna. Para calcularmos essa sapata, temos que considerar esse alívio de carga da seguinte forma:

Com o valor do “alívio” calculado, consideramos que a reação para a sapata interna seja a diferença entre a carga do seu pilar correspondente, menos a metade do valor desse alívio.

A partir daí, conseguimos calcular a área da nossa sapata interna:

Então, a partir dessa parte, é só usar o critério usado para sapatas isoladas, que você consegue calcular os valores para A2 e B2.

Obs: No meu material de consulta, está considerando  com o valor de 1,05. Porém, eu sempre trabalhei com o coeficiente de cagaço igual a 1,10.

Bora para a prática?

Considere a seguinte situação:

Vamos ver como ficarão essas sapatas?

Primeiro de tudo é acrescentar 20% ao valor de P1 e calcular uma área genérica para nossa sapata:

Com essa área, podemos calcular nosso valor de B1:

Como esse valor é múltiplo de 5cm, logo não precisamos arredondar, como fizemos nos exemplos dos outros artigos (essa regra continua valendo para essa sapata!).

Agora, podemos calcular a excentricidade e, depois, a reação de apoio, considerando a mesma:

Testando, para ver se nosso cálculo está no caminho certo:

Como o teste foi satisfatório, prosseguimos com o cálculo da área da nossa sapata e sua medida ainda desconhecida:

Nesse caso, arredondamos o A1 para 3,75m.

Agora, calculando a sapata para o segundo pilar, temos:

Com isso, conseguimos dar continuidade em nossas contas, calculando a reação R2, a área da nossa sapata interna e suas dimensões:

Como se trata de um pilar quadrado, logo nossa sapata também será. Então, para descobrirmos suas dimensões:

Como manda a regra, arredondamos nossas dimensões para cima, logo:

A = B = 2,30m

E assim, encerramos nosso artigo sobre sapatas! Mas, na próxima semana, falaremos sobre as fundações profundas. Não perca!

Concluindo…

Bom galera, por hoje é isso aí! Bem, se você gostou dessa postagem, compartilhe com suas redes de contato, propague a informação por aí! Afinal, sua dúvida pode ser a mesma que a de outras pessoas que você conheça. E se você ainda não é inscrito, inscreva-se no nosso Blog e receba as nossas atualizações, beleza?

Agora, se você já é inscrito e gostou ou não dessa postagem, ou tem alguma sugestão, deixe um feedback aqui embaixo. Sua opinião é muito importante para a evolução do nosso conteúdo.

Até a próxima!

Amanda Lima.

CONSTANCIO, Douglas. Fundações rasas: Sapatas. Americana, 2004. 24p.

0 Comentários

Deixe seu comentário.