Explica isso melhor… Argamassa armada

Fala galera, tudo certo?! Bom, hoje vamos refletir um pouquinho sobre a argamassa armada. Ela, que teve sua primeira aparição no mundo ainda no século XIX e, até os dias atuais, é objeto de estudo em todo o mundo. Afinal, você sabe o que é argamassa armada? Para que raios ela serve? Bora descobrir?

 

Para começo de conversa…

Tudo começou na França, em 1848, quando o material fora descoberto pelo agricultor Joseph-Louis Lambot, que a considerou como “Um aperfeiçoado material de construção, a ser usado como um substituto da madeira em construções navais e arquitetônicas, e também para finalidades domésticas onde a umidade deve ser evitada”.

Mais tarde, em meados de 1940, o engenheiro italiano Píer Luigi Nervi resolveu estudar mais sobre o assunto, descrevendo-a como “Material com boa alongabilidade, dificuldade de fissuração e facilidade de moldagem, sendo desnecessário o uso de fôrmas em muitos casos”. Era possível obter painéis de 10 mm de espessura, com boa resistência mecânica e o consumo de cimento entre 950 e 1.200 kg/m³.

Mas, o que é a argamassa armada?

Podemos definir a argamassa armada como um tipo de “concreto armado” só que, com seus componentes apresentando uma menor espessura. Isto é, faz uso da mistura de agregado miúdo, cimento, areia e água, associando-os a uma armadura de aço, contendo fios de diâmetro pequeno.

Tal “argamassa” possui o consumo de cimento entre 500 e 700 kg/m³, resistência à compressão por volta de 40 MPa, massa específica de 24 kN/m³, relação água/cimento inferior a 0,45 e traço cimento/areia da ordem de 1:2 a 1:2,5, podendo receber outros materiais como reforço, além das telas de aço soldadas. Pesquisas vêm sendo elaboradas em várias partes do mundo, nas quais é feita a utilização de materiais não-metálicos na confecção dessas telas para reforço, como fibras ou microfibras de materiais poliméricos, vidro e carbono.

Esse tipo de material, por possibilitar que suas peças sejam mais delgadas, possui vantagens como leveza, facilidade na montagem, bom aspecto, durabilidade, impermeabilidade, redução de consumo de material por metro linear, flexibilidade, elasticidade e versatilidade. A argamassa armada pode ser utilizada na construção de estruturas de pequeno porte, como reservatórios de água, painéis de divisão, peitoris, estábulos, bebedouros, telhados etc. Além disso, ainda pode ser usada como:

  • Reforço para alvenarias sujeitas a ações verticais e horizontais, melhorando a resistência das mesmas;
  • Formas pré-moldadas para estruturas de concreto armado, uma vez que ambos os materiais possuem uma boa aderência e colaboração um com o outro, a associação entre eles torna a construção mais eficiente e econômica;
  • Construção de pequenas embarcações marítimas.

O material regulamentado pela Norma NBR 11173 – Projeto e Execução de Argamassas Armadas (1989).

Experiência Nacional…

Em resumo, aqui no Brasil, uma experiência com a argamassa armada que vale a pena ser citada foi o programa Ciacs (Centros Integrados de Ensino), implantado no governo Collor (1989-1992). Tal programa teve a colaboração dos projetos do arquiteto João Filgueiras Lima, mais conhecido como Lelé, e 14 fábricas de peças pré-moldadas em argamassa armada em todo o país. A ideia era a construção de escolas com a dimensão padrão de 2.000 m², contendo seus equipamentos e peças construídas com o material em questão.

Por padrão imposto, as peças pré-moldadas foram produzidas com um consumo de cimento máximo de 650 kg/m³ (para impedir a fissuração), relação água/cimento máxima de 0,45, módulo de elasticidade de 32 GPa, cobrimento da armadura de 25 mm e desforma rápida. Não foi exigida mão de obra especializada na execução e os elementos tiveram sua cura feita por imersão em água.

Por falhas na execução, alguns Ciacs apresentaram problemas. Irregularidades com a cura, armazenamento e acabamento foram constatados nessas obras. Entretanto, tais problemas foram corrigidos com o passar do tempo e experiência.

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Até a próxima!

Amanda Lima.

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