Eletrônica Industrial – Conheça o Soft-starter

Fala galera, beleza? No post de hoje, vamos falar sobre o Soft-starter. Saiba quando e porque utilizá-lo e seus principais parâmetros. Antes de tudo, vamos saber o que é o Soft-starter e conhecer mais sobre seu funcionamento. Desce a tela e acompanhe o artigo completo!

O que é o Soft-starter

O Soft-stater nada mais é do que um dispositivo eletroeletrônico para uso na partida de motores de indução trifásicos de forma suave, com o uso de ponte de tiristores (SCRs). Este dispositivo vem para substituir os métodos de partida convencionais, como direta, estrela-triângulo e com chave compensadora.

Com isso, a corrente de partida é menor em comparação aos métodos convencionais. Por conta disso, vem sendo largamente aplicado:

Fonte: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAe0a8AD/apostila-soft-starter-inversor-2009-i-enc?part=2

A imagem mostra por si, como se comporta a corrente no momento da partida. Agora que conhecemos de uma maneira geral o Soft-starter, vamos entender mais a fundo como ele funciona e seus principais recursos.

Como funciona

A principal função do Soft-starter é suavizar a partida do motor elétrico, proteger e sinalizar seu funcionamento. Trata-se de um módulo eletrônico tiristorizado.

Esquema genérico de um Soft-starter.

Sendo uns dos principais requisitos, controlar a potência do motor elétrico, sem alterar sua velocidade de rotação (falaremos em outra postagem sobre inversores de frequência, rs).  Para que isso ocorra, o controle dos SCRs é dado pelo controle de tensão zero e corrente zero.

O circuito de controle temporiza os pulsos de disparo, a partir do último valor zero da onda, tanto da tensão como da corrente. O sensor, que detecta a passagem por zero, pode ser instalado em uma das fases, ou um em cada fase. A seguir, segue um exemplo de um diagrama interno de um Soft-starter:

Fonte: https://pt.slideshare.net/angeloahafner/soft-starters

O circuito de potência é controlado por 6 tiristores, onde é possível ajustar o ângulo de condução das correntes que alimentam os motores. A parte eletrônica responsável pelo controle e proteções do dispositivo tem alimentação separada, a partir de uma fonte linear.

O cartão de controle possui todos os controles para acionamento, monitoramento e proteção da parte de potência. Além de possuir circuitos de comando e sinalização, que podem ser utilizadas conforme necessidade de aplicação.

Durante o momento de partida e aceleração do equipamento, a tensão se eleva de forma gradativa, até atingir seu valor nominal.

Curva de aceleração de MIT usando Soft-starter

Já na desaceleração, a tensão diminui de forma gradativa. Por conta disso, seu motor parte e para de forma suave, sem grandes picos de correntes, comparados aos demais métodos.

Curva de desaceleração de MIT usando Soft-starter

Principais recursos

Agora que compreendemos o funcionamento de um Soft-starter de maneira genérica e seus principais blocos, vamos conhecer alguns dos principais recursos que tornam este equipamento muito útil .

A maioria dos Soft-starters possui uma IHM (Interface Homem-Máquina), que facilita a parametrização e leds indicativos de funcionamento. Dentre os principais recursos, devemos destacar:

  • Economia de energia: Reduz a tensão aplicada ao motor, muito utilizado em motores com baixas cargas;
  • Proteção do motor: Protege o motor contra sobre-correntes, sub-correntes, curto circuito, falta de fase;
  • Sensibilidade a sequencia de fase: Podemos parametrizar o Soft-starter para operar, apenas se a sequência de fase estiver correta. Evitando, assim, acionamentos acidentais de cargas, que não podem girar no sentido oposto (Um clássico exemplo é de bombas centrífugas).
  • Facilidade de instalação: É relativamente simples a instalação do Soft-starter e sua substituição, assim o Eletricista de Manutenção ganha produtividade.

Essas são algumas das características do Soft-starter. Alguns modelos vem com mais algumas, outros são mais simples, enfim depende muito do fabricante e aplicação.

Quando utilizar e parâmetros para seleção.

O Soft-starter pode ser utilizado e, geralmente, é aplicado nos seguintes equipamentos:

  • Ventiladores;
  • Bombas centrífugas;
  • Misturadores.

E, como determinar qual modelo a ser utilizado? Para isso, devemos levar em consideração alguns parâmetros elétricos do equipamento e da sua rede elétrica, tais parâmetros são:

  • Tensão da rede;
  • Corrente nominal do motor;
  • Potência em CV, HP ou kW;
  • Recursos adicionais e acessórios do Soft-starter: bypass, rede de comunicação, saídas, etc.

Um ponto importante, que vale a pena ressaltar: o Soft-starter não altera a velocidade de rotação do motor (frequência). Então, se essa é uma necessidade de sua aplicação, o Soft-starter não é a opção beleza?! :)’.

Suas principais vantagens

Bom galera, lendo o artigo nós já podemos concluir algumas coisas. Mas, vamos citar as principais vantagens deste dispositivo, largamente utilizado na indústria:

  • Suavização da corrente de partida;
  • Ajustes na rampa de aceleração e desaceleração da tensão, no momento de partida e parada;
  • As proteções no equipamento;
  • Possibilidade de controlar mais de um equipamento.

Essas são as principais vantagens do equipamento, que também possui poucas desvantagens, sendo a principal a geração de ruídos na rede elétrica (as Harmônicas).

Para Finalizar..

Enfim galera, espero que tenham gostado do artigo! Como sempre, buscamos trazer de forma simples e descomplicada os conteúdos de Engenharia. É evidente que, a utilização da eletrônica está cada vez mais presente em todos os setores.  Sendo assim, fundamental aos profissionais da área de Elétrica conhecer os dispositivos e como eles podem nos auxiliar no dia a dia.

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Muito obrigado e até a próxima!

Yhan Christian

 

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