Construções extraordinárias: Iron Bridge.

Fala gente bonita e gente feia, tudo bem?! Bom, hoje é o último post da nossa série “Construções extraordinárias” e, se você ainda não viu os posts anteriores, clique aqui e não deixe de dar uma olhadinha!

Vamos falar de pontes hoje… \o/ Ou melhor, vamos falar da primeira ponte de ferro construída no mundo: a Iron Bridge. Ela é uma ponte localizada na Inglaterra, terra da Rainha, mais precisamente no rio Severn, interligando Madeley com Broseley. Bora descobrir como essa maravilha foi construída?!

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Você sabe como foi construída a Iron Bridge?

A Iron Bridge foi a primeira ponte de ferro a ser construída no mundo (como já falamos anteriormente). Seu projeto foi concebido pelo arquiteto Thomas Farnolls Pritchard e executado juntamente com Abraham Darby III, fabricante de ferro fundido da época. Sua construção ocorreu entre os anos 1777 e 1779, período da Revolução Industrial.

A finalidade pela qual a ponte foi idealizada era a substituição da travessia por transbordador nas águas do rio Severn, entre Madeley e Broseley. Isso porque, o método utilizado gerava diversos atrasos e incomodo à população, devido à deficiência no serviço prestado, sobretudo no inverno.

Não se sabe, até os dias de hoje, o porquê exatamente o ferro foi escolhido como material principal para a construção. Especula-se que, o mesmo tenha sido escolhido para demonstrar, na época, a resistência e duração do material (ferro fundido).

Nos primeiros projetos de Pritchard, a ponte teria um só vão, de 36m de comprimento, com 4 conjuntos de arcos curvos de 22x15cm de seção. Depois, seu tamanho fora reduzido (em projeto) para 27m e aumentado, posteriormente, para 30,5m devido à passagem do reboque que percorria as margens do rio Severn, sendo esse o comprimento final da ponte.

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As maiores peças da construção são os arcos principais, tendo cada uma 5,75 toneladas. Como os fornos da fabrica de Darby não tinham capacidade suficiente para produzir peças de ferro com mais de 2 toneladas, é provável que se tenha construído um forno especial de refundição na margem do rio Severn.

O fato das peças serem refundidas no local facilitou a construção da ponte, uma vez que suas enormes peças frágeis não precisaram ser transportadas, prontas, da fábrica até as margens do rio, à quase dois quilômetros de distância. Embora o ferro fundido seja muito resistente à compressão, o mesmo é um material quebradiço e exige certo cuidado até que seja bem instalado.

Não há muitas informações registradas sobre os detalhes dessa obra. Sabe-se que durante a empreitada, cerca de 30 operários trabalharam na construção. Quanto aos valores, inicialmente os cálculos apontavam que a ponte custaria 3200 libras esterlinas para ficar pronta. Mas até o final da obra, foram gastos cerca de 5250 libras, sendo que o valor excedente saiu do próprio bolso de Darby. Tal fato quase arruinou a vida financeira de seu construtor.

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Pelos limites de resistência do ferro fundido não serem bem conhecidos na época, a ponte foi construída com uma generosa margem de segurança. Entretanto, nem Pritchard, nem Darby contavam com o fato de uma ponte de ferro se comportar de forma distinta a uma de pedra. As pontes de pedra são tão pesadas, que seus arcos exercem força para fora, sendo necessário o levantamento de aterros para resistir ao deslocamento. Já as pontes de ferro, por serem bem mais leves, possuem seus arcos exercendo uma força exterior menor. Isso fez com que o aterro, pouco a pouco, fosse se deslocando para dentro, levantando a parte central do arco.

Então os problemas começaram a aparecer…

No início do século XIX, foram acrescentados à ponte dois arcos laterais, mas isso não adiantou e começaram a aparecer fendas na mesma. Então, no início do século XX, foram instalados diversos tirantes e barras para reforçar a estrutura. Mas pelos problemas continuarem, em 1934 foi proibido o tráfego de veículos pela ponte.

No final da década de 1970 após o contínuo deslocamento dos contrafortes, foi discutido então o futuro da ponte. Especialistas recomendaram que fossem reforçados os alicerces do contraforte norte para evitar novos deslocamentos e que fosse inserido um travamento sob a água, para manter os contrafortes separados a uma distância fixa. O travamento construído foi uma prancha de concreto, inserida numa vala no fundo do rio, com paredes de cada lado, as quais chegavam às paredes interiores do contraforte. Tal reforma deu à ponte a oportunidade de resistir a mais 200 anos.

Bom galera, por hoje é isso aí! Espero que você tenha gostado de descobrir um pouco mais sobre a construção desse monumento! Que nossa postagem tenha agregado algum valor aos seus conhecimentos. E, se você tem alguma sugestão, ou quer deixar algum comentário sobre o assunto, poste aqui abaixo. Teremos o maior prazer em atendê-lo. Afinal, sua opinião é de extrema importância para o nosso crescimento.

Até a próxima!

Amanda Lima.

 

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