5 Lições que aprendi ao longo dos anos trabalhando com projetos.

Fala galera, tudo certo?! Bom, no post de hoje vou falar com vocês sobre algumas lições que eu aprendi, ao longo dos anos fazendo projetos. Afinal, o que aprendemos em sala de aula, seja no técnico ou faculdade, é pouco perto do que nos aguarda do lado de fora. E, quando se depara com a realidade das primeiras vezes, você percebe o quanto vai ter que se virar nos 30 para aprender o que ninguém lhe explicou lá trás…

1 – Projeto x Realidade

O projeto no papel é a coisa mais linda do mundo! Você traça, com todo amor e carinho, cada parte do projeto, imaginando-o sendo executado. Daí, quando chega na execução… Você percebe que, nem tudo o que foi projetado, pode ser realizado. E então, começam as adaptações e as adequações. Já estive em situações em que, na entrega da documentação final, por mil e um motivos e problemas ao longo da execução, o local estava completamente diferente do projeto inicial. Claro que, o cliente tinha ciência e concordância com as mudanças (afinal, o principal interessado é ele).

Mas, o que quero deixar claro aqui é que o projetista, muitas vezes, não se dá conta disso. E, assim que comecei a projetar profissionalmente, esse tipo de situação me assustava um pouco. Afinal, sempre esperamos que tudo o que foi posto no papel seja executado daquela forma. Porém, sem sempre é possível que essa regra seja aplicada.

2 – Fazer o projeto do zero x Consertar o projeto de outra pessoa

Nada me irrita mais, do que ter de fazer correção no projeto de alguém. Isso porque, quando você faz um projeto do zero, ele tem a sua cara, suas características e seus erros (todo mundo erra). Porém, quando você tem que corrigir os erros dos outros, você se vê obrigado a pensar como a outra pessoa, para caçar os possíveis problemas que ela tenha feito. Claro que, quando alguém pede para você realizar uma correção, essa pessoa já vem com uma lista pré-definida do que é para ser corrigido. Mas, vai por mim, de uma lista de 10 erros, quando você abrir o projeto, vai encontrar pelo menos 20, no mínimo.

Às vezes, vale mais a pena conversar com a pessoa e pedir, quando possível, para você refazer o projeto. Tudo bem, será um trabalho a mais? Sim. Mas, ele vai poupa-lo de certa dor de cabeça lá na frente…

3 – Entender o que foi visto e anotado no momento da vistoria.

Muitas vezes, eu já fiz projetos dos quais não realizei a vistoria prévia. Isso é ruim? Depende. Quando quem faz a vistoria, pega todas as informações pertinentes, faz um croqui legal, com todas as medidas e detalhes, não há problema. O problema é quando a pessoa vai ao local, tira poucas fotos, faz um croqui meia boca, do qual só ela entende. E, a partir disso, você tem de fazer mágica e desenvolver seu projeto. O jeito para esse tipo de situação é: ou você enche o saco de quem fez a vistoria, pedindo explicação do que não está entendendo; ou quando for possível, vá até o local e faça as suas próprias anotações e desenhos.

4 – O projeto no AutoCAD x o projeto impresso

Já passei, algumas vezes, por situações em que só percebi um erro no projeto, depois que já havia imprimido. Sabe aquela linha dupla, que você se esqueceu de apagar? Ou, então, aquela Viewport que você se esqueceu de congelar e está aparecendo onde não devia? Ou, então, aquele Layer que deveria estar em preto, mas por algum motivo, saiu na folha de impressão na cor magenta? Esses são erros bobos, porém que cagam o projeto, impossibilitando que você faça a entrega da folha impressa.

Atualmente, antes de imprimir, eu sempre olho e reolho umas mil vezes. E, quando possível, peço para algum colega de profissão dar uma conferida. Por que faço isso? Simples. Porque, primeiramente, não tenho uma ploter em casa e, a impressão de um projeto não custa tão barato. E, além disso, se você entregar um projeto na prefeitura, por exemplo, com algum problema visível, o mesmo volta para suas mãos todo rabiscado, com uma linda solicitação de correção.

5 – Seu projeto é como um filho

Não pense que, no momento em que entrega um projeto, você se livra dele. O projeto é seu e a responsabilidade sobre ele é sua. Ainda que você não assine (conheço muita gente por aí que faz isso), se foi você quem o fez, só você saberá explicar cada mínimo detalhe daquele projeto. Então, faça um projeto como se estivesse criando um filho. Afinal, filho bem criado, lá na frente não vai gerar dor de cabeça! Projeto bem feito, também não, fica a dica!

Concluindo…

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Até a próxima!

Amanda Lima.

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